Domingo, Novembro 13, 2005

LIBERDADE


Corremos tanto na vida
Vamos atrás dos sonhos
Um dia a gente acorda:
Rugas nas mãos.
No pescoço.
Nos olhos.
No canto da boca...
A pressão sobe e desce.
O calor da menopausa nos assola.
Constato: estou envelhecendo!
E começo a pensar em vicejar
Um recomeço.
Com mais liberdade.
Olhando com plenitude
Do que me tolhi
Vivendo vidas que não a minha!
Vou olhar-me como um sol,
Como uma lua inconstante,
Como um lago calmo
Como um porto seguro,
Como uma gaivota buscando um novo horizonte!
Vou acompanhar
O desabrochar desta conquista,
Apostar na minha sensualidade,
Na beleza calma e serena
Que ostento.
Na transparência de meus segredos!

Vou me permitir
Cruzar os meus limites.
E acompanhando meu recomeço
Entender o sentido do Universo!
Vou ser livre.
Isolar-me das loucuras alheias
Cuidar das minhas.
Vou perder a velha identidade,
Vou liberar o lírio, a poesia,
A luz, o tesão,
Que sempre prendi
Pelos conceitos da sociedade!
Vou viver a liberdade
Tão duramente conquistada.
Não darei meu espaço
A mais ninguém.
Vou permitir-me desabrochar
Como a tímida flor do campo que sou
Sem buscar respostas,
Nem mudar as coisas,
Não fazer sexo por fazer
Dispensando quaisquer propostas
De tentativas.

Vou ser livre como
A suave brisa da tarde
Que beija meu corpo cansado.
Vou retocar a maquiagem,
Continuar uma mulher bonita
Porque o querer em mim pulsa forte
Agora vivendo a liberdade!

Delasnieve Daspet
direitos autorais reservados

2 comentários:

Daniel Aladiah disse...

Querida Cláudia
É bom ser livre e sonhar...
Um beijo
Daniel

Ritisabel disse...

A isso se chama viver! Gostei do poema, dá força a quem o lê.